A difícil necessidade de almoçar na rua, e com pouco tempo. Esta é uma realidade para quem por uma série de motivos não pode almoçar em casa. Não vamos aqui nos estender sobre os motivos que nos levam a ter de procurar um bom local, confiável, limpo, e, de custo acessível ao nosso padrão. Temos de nos preocupar em escolher uma boa refeição, nutritiva, saudável, higiênica, e, que seja diversa ao longo da semana. Os lanches rápidos como sanduíches e bolinhos nunca serão uma boa opção; nem os pastéis com caldo de cana, tão comuns em nossa cidade. Antes de escolher o que almoçar, sugiro que tenhamos a lembrança e o tempo de lavar as mãos, e que se procure sentar em um local agradável, confortável, e, se possível, desligar o celular ou retornar mais tarde as ligações, reduzindo assim o estresse neste momento.
É sabido que verduras sortidas de diversas cores são muito importantes como protetoras contra deficiências de vitaminas, sais minerais e uma série de substâncias que tem ação preventiva, como o licopeno presente nos tomates que evitam o aumento da próstata em homens. Deve-se ter muito cuidado com o consumo de verduras cruas quando não se conhece a higiene do local, pois poderiam vir a ser fonte de contaminação alimentar; por isso recomendo que sejam consumidas cozidas, mas não muito. O feijão simples sem os pedaços de carne como bacon, carne seca, costelinha ou linguiças, acompanhado de arroz, de preferência integral pelo seu teor de fibras e de vitaminas, são excelente base alimentar. Não há como errar, alimenta por mais tempo e não faz mal à saúde. Carnes magras, cozidas ou assadas, tem menos calorias, o que é muito bom, pois, de modo geral, se está acima do peso. Quando não se tem tempo para almoçar imagina-se que também pouco tempo disponível se terá para uma atividade física regular. O frango sem pele é uma boa opção para as carnes, mas é uma pena que não dispomos de frango caipira ou orgânico para o nosso dia-a-dia. Agora sobre os peixes. Muitos não comem, mas é de suma importância seu consumo de duas a três porções semanais; os peixes são uma fonte de proteínas que não contém o colesterol que está presente nas carnes bovina ou suína, e, nas aves. Os peixes são fonte segura da boa gordura ômega-3 que nos protege contra os danos do colesterol, previnem contra o desenvolvimento de diabete, e, como é gordura fundamental na composição das membranas das células nervosas, as do cérebro, também tem ação protetora contra as doenças degenerativas como, por exemplo, o Mal de Alzheimer. Os óleos dos peixe, ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, truta e tainha, também tem ação antiinflamatória, e sua falta, na presença de consumo excessivo de óleos vegetais e de carne animal, leva a uma desproporção inconveniente entre a gordura ômega-6 e ômega-3, o que propicia ao dano celular e às inflamações de modo geral, sendo um fator nutricional negativo contribuindo assim para o desenvolvimento de diabete e das doenças vasculares. Se não puder comer peixes durante a semana não deixe de fazê-lo aos finais de semana. O alerta aqui vale pra as mulheres grávidas, já que alguns peixes, tanto de rio quanto de alto mar, podem estar contaminados por mercúrio, o que pode, dependendo da quantidade, ser muito prejudicial à saúde fetal. Nas possíveis sobremesas que se opte pelas frutas, saudáveis, fontes de fibras, vitaminas e bons minerais, completam assim a boa refeição. Nada contra as massas, um excelente alimento, porém, em excesso nos privam de boas fibras, e, o amido contido nelas é facilmente transformado em glicose, que em excesso aumenta a glicemia em diabéticos e engordam mais que a combinação tipo feijão com arroz, ervilhas, grãos de modo geral. As massas em geral são muito cozidas o que leva à rápida absorção do amido e em geral combinadas a ingredientes gordurosos, como o queijo e bacon. Além das comidas gordurosas, prejudiciais à saúde, também percebo um excesso de alimentos fritos nos restaurantes a quilo (nada contra desde que nossa escolha seja de bom senso) e percebo que até sem muita atenção se consome muito azeite; não o azeite extra virgem que seria o ideal por permanecer rico em vitaminas e boas gorduras, mas o azeite comum muitas vezes misturado à óleos vegetais, combinação que não vejo com bons olhos, totalmente desprovidas de vitaminas absolutamente necessárias, como as vitaminas A e D; aliás por esse e outros motivos estamos vivendo uma epidemia de falta de vitamina D. Lembre-se: evite os óleos vegetais e margarinas, se possível exija o azeite extra virgem, mas use com moderação pois são muito calóricos. Acho bom, por hoje, parar por aqui, pois assunto não falta.
Artigo publicado no Jornal da Ordem dos Advogados do Brasil - Subsecção de Santos - N° 32 - março/abril 2008.
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Ivan Cesar.
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sábado, 19 de abril de 2008
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